Mais uma vez escrevo aqui, pela profunda necessidade de me exprimir, de dizer o que sinto, de como o meu coração está vazio e este sentimentos de revolva que me inundam a alma.
Sinto que estou num lugar, sem verdadeiramente estar, uma alma vazia que vagueia pela casa, e pelas ruas frias desta cidade convidativa á festa e á alegria... sinto o oposto, sinto-me sozinha, no meio de tanta agitação, sinto um vazio que existe e não quer sair.
Aqui estou eu, em casa a escrever neste blog que me parece que até agora é o único que me ouve, mesmo quando eu quero é gritar e dizer ESTOU AQUI E EXISTO!
Quero voltar aqueles dias de agitação, em que realmente sinto que estou com pessoas, que estou entre amigos, que estou entre família, hoje não sinto isso, nem hoje nem nos dias intermináveis que se passaram, dias estes que só apetece fugir, ir para longe, e voltar para o pé de daqueles que realmente sentem a minha falta e querem ouvir aquilo que tenho para dizer.
Hoje sou apenas uma alma vazia, que anseia por uma palavra amiga, por um pouco de conforto, ou apenas um olá, como estás? precisas de algo? estamos aqui para ti!
Preciso claramente dessas frases, de um sorriso, mas ao invés disso vejo indiferença, distância...
Ouço mil conversas ao meu redor, e nenhuma delas me insiro, nenhuma delas grita por mim, nem pergunta se preciso de algo.
Estou sozinha, tão sozinha que este sentimento vagueia me a alma, sinto que por mais queira gritar, sinto que por mais dicas que diga dizendo estou aqui, ninguém me ouve nem quer saber!
Afinal uma familia que parecia existir, era apenas uma utopia de pessoas de finguem que o mundo está bem, e que elas são o centro do mesmo, uma familia não é isso, não é apenas partilhar um espaço, algumas festas, a comida, nem apenas um 'olá, tás viva'...
A família precisa de ti para sobreviver, para se sentir bem, e sente realmente a tua falta.
Sinto vontade de largar tudo, aliás quero voltar atrás e poder fugir desta realidade cruel que me inunda a vida...
posso voltar? largar esta vida? posso voltar para o pé de quem sabe que existo e realmente quer estar comigo.
quero voltar para as pessoas que realmente olham para mim e gostam de mim por aquilo que eu sou, e não poo aquilo que as circunsctâncias de vida fazem-nos gostar, ou então não desgostar de todo.
Estou aqui, Voçes OUVEM-ME?
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
25.11.09
Este blog começa com um titulo digamos normal, uma data, que pouco ou nada tem de especial, apenas uma data, a data em que comecei de novo a usar o blogger para poder exprimir aquilo que me vai na cabeça e na alma.
Estou noutro país, a viver realidades completamente diferentes daquelas que estava habituada, longe de tudo, da família, dos meus amigos, da terra onde cresci, do Pedro, ou seja, de tudo o que faz com que a minha vida tenha sentido. Aqui aprendi a dar valor á responsabilidade, a abrir a minha mente para tudo o que é novo, a respeitar o espaço dos outros, a saber desenrascar-me sozinha, ou seja, viver uma vida apenas por mim, sem ajudas, nem compreensões, apenas a dura vida de estar sozinha noutro país sem nada conhecer. É verdade que encontrei amigos, aquelas pessoas que podia ter passado na rua mil vezes e nunca ter conhecido, mas aqui soube lhes dar um valor abismal, encontrei verdadeiros amigos, que me ajudam, que me ouvem, e que sabem também me compreender, são mesmo a mais valia de toda esta entusiasta viagem em que me meti nesta altura na minha vida.
Posso dizer que estou feliz, um projecto de vida a realizar-se, novas experiençias todos os dias a se concretizarem, mas no final de contas, tenho a cabeça noutro lado, o meu coração noutro lado.
Estou saudosa, sinto saudades daquela pessoa tão especial , aquele eu, que vive longe de mim neste momento.
Mergulho-me vezes sem conta em pensamento viajantes, em que estou noutro lugar com ele, agarrada, sufocando-o de beijos e mimos intensos que teimam em não acabar.
Tenho saudades dele, do cheiro dele, da pele dele, dos beijos dele, do toque dele, das palavras dele, ou seja, de tudo. Sinto que muita coisa deixou de fazer tanto sentido na minha vida, se ele não estiver presente.
ele, meu Pedro de Andrade...
um amor não de hoje, mas de sempre
Estou noutro país, a viver realidades completamente diferentes daquelas que estava habituada, longe de tudo, da família, dos meus amigos, da terra onde cresci, do Pedro, ou seja, de tudo o que faz com que a minha vida tenha sentido. Aqui aprendi a dar valor á responsabilidade, a abrir a minha mente para tudo o que é novo, a respeitar o espaço dos outros, a saber desenrascar-me sozinha, ou seja, viver uma vida apenas por mim, sem ajudas, nem compreensões, apenas a dura vida de estar sozinha noutro país sem nada conhecer. É verdade que encontrei amigos, aquelas pessoas que podia ter passado na rua mil vezes e nunca ter conhecido, mas aqui soube lhes dar um valor abismal, encontrei verdadeiros amigos, que me ajudam, que me ouvem, e que sabem também me compreender, são mesmo a mais valia de toda esta entusiasta viagem em que me meti nesta altura na minha vida.
Posso dizer que estou feliz, um projecto de vida a realizar-se, novas experiençias todos os dias a se concretizarem, mas no final de contas, tenho a cabeça noutro lado, o meu coração noutro lado.
Estou saudosa, sinto saudades daquela pessoa tão especial , aquele eu, que vive longe de mim neste momento.
Mergulho-me vezes sem conta em pensamento viajantes, em que estou noutro lugar com ele, agarrada, sufocando-o de beijos e mimos intensos que teimam em não acabar.
Tenho saudades dele, do cheiro dele, da pele dele, dos beijos dele, do toque dele, das palavras dele, ou seja, de tudo. Sinto que muita coisa deixou de fazer tanto sentido na minha vida, se ele não estiver presente.
ele, meu Pedro de Andrade...
um amor não de hoje, mas de sempre
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